sexta-feira, 18 de novembro de 2011

19 DE NOVEMBRO

Dia da Bandeira

           A Bandeira Nacional, símbolo augusto de nossa Pátria, foi adotada conforme Decreto no 4 de 19 de novembro de 1889, após o Brasil passar a adotar o regime de governo republicano. Não obstante a apresentação de projetos contendo mudanças radicais na antiga bandeira do Império – desenhada pelo francês Jean Baptiste Debret – venceu o bom senso e a tradição, sendo aceita a proposta de Teixeira Mendes, chefe da Igreja Positivista do Brasil, que manteve as cores verde e amarela e ressaltou ao justificar seu projeto que o novo símbolo correspondia a tudo quanto o antigo (do império) tinha de essencial – “Ele lembra, naturalmente, a fase do Brasil-colônia nas cores azul e branco que matizam a esfera, ao mesmo tempo que esta recorda o período do Brasil-reino por trazer à memória a esfera armilar. Desperta a lembrança da fé religiosa dos nossos antepassados e o descobrimento desta parte da América, não por meio de um sinal [...] mas por meio de uma constelação, cuja imagem só pode fomentar a mais vasta fraternidade”. Ficou a Bandeira representada por um losango amarelo em campo verde, tendo no meio a esfera azul-celeste, atravessada por uma zona branca em sentido oblíquo descendo da esquerda para direita com a legenda –“Ordem e Progresso”– inspirada no lema positivista: “o amor por princípio, a ordem por base e o progresso por fim”. Dentro da esfera está representado o céu da cidade do Rio de Janeiro, com a Constelação do Cruzeiro do Sul, correspondendo ao aspecto do céu às 8:30 horas do dia 15 de novembro de 1889, dia da Proclamação da República.

       Os homens do mar têm no culto à Bandeira a mais rica das tradições navais. É em frente ao Pavilhão Nacional que todos nós, ao abraçarmos a carreira militar, juramos solenemente honrar e defender à pátria com o sacrifício da própria vida. Seja nas mais distantes organizações militares assim como em todos os navios da Armada, a Bandeira Nacional é reverenciada diariamente no cerimonial de içamento pela manhã e arriamento ao por do sol, em uníssono e com o sentimento de profundo respeito.

       Em todo ou qualquer lugar do mundo em que se fizer presente a Marinha brasileira, seja com nossos meios navais ou com a presença dos Fuzileiros Navais, lá estará tremulando em local de destaque, a Bandeira do Brasil. Ela representa para todos nós, soldados marinheiros, o símbolo máximo de nossa nacionalidade e o mais brilhante farol que nos encoraja arrostar grandes desafios e transpor as mais variadas dificuldades, visando sempre aprimorar o continuado trabalho em prol da defesa e do desenvolvimento de nossa pátria.

       A Cerimônia do Dia da Bandeira, onde reverenciamos em todo Brasil o símbolo máximo de nossa pátria, também é um momento oportuno para renovarmos o compromisso assumido com o Brasil, assim como a esperança de que com trabalho, dedicação e amor, iremos ajudar a construir um futuro cada vez mais próspero para nossa nação.

Fontes de Consulta:

OS SÍMBOLOS NACIONAIS. Presidência da República, Brasília

TRADIÇÕES DO MAR ( USOS, COSTUMES E LINGUAGENS). Serviço de Relações Públicas da Marinha, Brasília- DF, 1987.


FINAL DE SEMANA


Fim de Semana

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

AULAS PRÁTICA DE TURISMO/HOSPITALIDADE

Monitora  de Turismo/Hospitalidade Gislene Lopes e  a professora Eliene Calixto, levam os educandos a alguns pontos da cidade, para observação dos mesmos como ponto turístico.















terça-feira, 15 de novembro de 2011

FERIADO- 15 DE NOVEMBRO

PROCLAMAÇÃO DA REPÚBLICA.
A própria forma pela qual em geral nos referimos aos eventos ocorridos em 15 de novembro de 1889 - a "Proclamação da República" - já incorpora algumas idéias importantes. Em primeiro lugar, a de que ocorreu uma "proclamação". Mas o que é "proclamar"? É apenas anunciar publicamente algo - no caso, que a Monarquia fora substituída pela República. Logo surgem outras idéias, como a de que a República no Brasil teria sido algo inevitável, uma etapa necessária da "evolução" da sociedade brasileira. Mais ainda, podemos imaginar que o fácil sucesso do golpe de Estado - que, tecnicamente, foi o que aconteceu no 15 de Novembro- seria resultado de um consenso nacional, e que os militares, os principais protagonistas do movimento, teriam atuado de forma unida e coesa.
Não é essa a visão que hoje podemos ter desses fatos. Não havia uma maioria republicana no país e nem mesmo unidade entre os militares. De fato, apenas uma pequena fração do Exército, e com características muito específicas, esteve envolvida na conspiração republicana.
O golpe de 1889 foi um momento-chave no surgimento dos militares como protagonistas no cenário político brasileiro. A República então "proclamada" sempre esteve, em alguma medida, marcada por esse sinal de nascença (ou, para muitos, pecado original). Havia muitos republicanos civis no final do Império, mas eles estiveram praticamente ausentes da conspiração. O golpe republicano foi sem dúvida militar, em sua organização e execução. No entanto, ele foi fruto da ação de apenas alguns militares. Quase não houve participação da Marinha, nem de indivíduos situados na base da hierarquia militar (as "praças", como os soldados ou sargentos). Mas isso não significa que o movimento foi promovido por oficiais situados no topo da hierarquia. Dos generais, apenas Deodoro da Fonseca esteve presente. Os oficiais superiores podiam ser contados nos dedos, e o que mais se destacou entre eles não exercia posição de comando de tropa: trata-se do tenente-coronel Benjamin Constant, professor de matemática na Escola Militar.
Quem foram, então, os militares que conspiraram pela República e se dirigiram ao Campo de Santana na manhã do dia 15 de novembro de 1889 dispostos a derrubar o Império? Basicamente, um conjunto de oficiais de patentes inferiores do Exército (alferes-alunos, tenentes e capitães) que possuíam educação superior ou "científica" obtida durante o curso da Escola Militar, então localizada na Praia Vermelha, no Rio de Janeiro. Na linguagem da época, a "mocidade militar".
Essa versão dos acontecimentos difere em alguns pontos importantes das opiniões disponíveis nos livros de história. Em alguns desses relatos, Deodoro aparece unindo simbolicamente todo o Exército; em outros, representando apenas os oficiais mais ligados à tropa, que eram chamados de "tarimbeiros", geralmente não tinham estudos superiores e constituíam a maior parte da oficialidade. Minha visão de Deodoro é a de um chefe militar levado ao confronto com o governo motivado pelo que imaginava ser a defesa da "honra" do Exército e por algumas particularidades da política do Rio Grande do Sul, que havia chefiado pouco tempo antes. Foi somente nas vésperas do golpe que se reuniu em torno dele um grupo muito pequeno de oficiais de patentes médias.
Todas as fontes disponíveis sobre o 15 de Novembro destacam a liderança que Benjamin Constant exercia sobre a "mocidade militar" formada na Escola Militar da Praia Vermelha, por ter sido durante muitos anos seu professor de matemática. Ele seria o "mestre", "líder", "catequizador" ou "apóstolo" desses militares. Para vários autores, principalmente os vinculados à tradição positivista, Benjamin Constant e seus jovens liderados teriam sido o principal elemento na conspiração. Minha perspectiva, no entanto, focaliza não o "líder" ou "mestre", mas seus pretensos "liderados" ou "discípulos". Quando examinamos com atenção as fontes documentais disponíveis, ao invés de assistirmos a Benjamin Constant catequizando os jovens da Escola Militar, encontramos justamente a "mocidade militar" seduzido-o e convertendo-o ao ideal republicano. Atribuo à "mocidade militar", portanto, o papel de principal protagonista da conspiração republicana no interior do Exército.
Formados pela Escola Militar da Praia Vermelha, esses jovens contavam com dois poderosos elementos de coesão social: a mentalidade "cientificista" predominante na cultura escolar e a valorização do mérito pessoal. Esses elementos culturais informaram a ação política que levou ao fim da monarquia e à instauração de um regime republicano no Brasil.
A supervalorização da ciência, ou "cientificismo", expressava-se na própria maneira pela qual os alunos se referiam informalmente à Escola Militar - "Tabernáculo da Ciência" -, deixando desde logo evidente a alta estima que tinham pelo estudo científico. É importante observar que a Escola Militar foi durante muito tempo a única escola de engenharia do Império. Como a Escola Militar não era passagem obrigatória para a ascensão na carreira militar, havia um fosso entre os oficiais nela formados e o restante (a maioria) da oficialidade do Exército, sem estudos superiores, mais ligado à vida na caserna, com a tropa.
Por outro lado, durante todo o Império, foi clara a hegemonia dos bacharéis em direito no interior da elite. Enquanto o status social dos militares era baixo, os jovens bacharéis tinham caminho aberto para cargos e funções públicas em todos os quadros administrativos e políticos do país. Os jovens "científicos" do Exército tinham que lutar para situar-se melhor dentro de uma sociedade dominada pelos bacharéis.
O republicanismo da "mocidade militar" era oriundo da valorização simbólica do mérito individual somada à cultura cientificista hegemônica entre os alunos e jovens oficiais. A "mocidade militar" era francamente republicana desde muito antes da "Questão Militar" de 1886-1887, geralmente considerada um marco da radicalização política dos militares ao final do Império. A partir de 1878, alunos da Escola Militar criaram clubes secretos republicanos e, em diversas ocasiões, cantaram ou tentaram cantar, desafiando seus superiores, a Marseillaise, o hino revolucionário francês. É notável o radicalismo de sua atuação e o fato de que, nos escritos e nas memórias dos jovens "científicos", não apareçam referências a professores ou políticos convertendo-os ao republicanismo. As referências a esse respeito levam sempre a livros por eles adquiridos e devorados e, principalmente, à influência de outros jovens "científicos" agrupados em associações e clubes de alunos.
Entre a "mocidade militar" não havia clareza a respeito de como a República vindoura seria organizada. Parece ter sido suficiente saber que se tratava da única forma "científica" de governo, aquela onde reinaria o mérito, ordenador de toda a vida social. A falta de definição a respeito de como seria a República facilitou, por um lado, a unidade de pensamento e ação da "mocidade militar" antes do golpe de 1889; por outro lado, ajudou a apressar sua fragmentação tão logo a República foi instituída.
Foi com esse espírito "científico" e republicano que a "mocidade militar" participou ativamente da conspiração que levou ao fim da monarquia no Brasil. Nesse processo, esses jovens conseguiram atrair alguns oficiais não politizados - como Benjamin Constant - e outros de perfil mais troupier, como Deodoro. Apesar de poucos, esses oficiais mais graduados foram importantes para passar à Nação e ao Exército a idéia de que representavam a "classe militar".

terça-feira, 8 de novembro de 2011

COMUNICADO AOS EDUCANDOS

       A Coordenação Local comunica a todos os educandos do Projovem Urbano a comparecerem as Escolas Rosaura Mourão da Rocha e Plácido de Castro, para a realização da Avaliação Externa, dia 10 de novembro nas referidas escolas. Lembrando que a mesma se trata de Avaliação Final, tendo como  aplicadora UFAC. Não faltem.

HORÁRIO: 18:30H

DOCUMENTAÇÃO NECESSÁRIA: RG OU CARTEIRA DE TRABALHO.

COORDENAÇÃO LOCAL.